quarta-feira, 4 de setembro de 2013

De mansinho



De mansinho
( Débora Acácio 04/09/2013)

Chegando assim de mansinho
Para te fazer denguinho
Dizer bem baixinho
No seu ouvindo
O quanto te quero com todo meu carinho

Chegando assim de mansinho
na pontinha do pé
E o meu silêncio
Olhando dentro do teu olhar
Vai dizer
O quanto quero te amar

Chegando assim de mansinho
Sentindo a brisa doce e suave do mar
Olhando o céu estrelado
Agradecer
A Deus por te encontrar


terça-feira, 23 de julho de 2013

Em silêncio


Imagem Aqui

( Débora Acácio 18/07/2013)


Observando
Sem sequer imaginar
que ele de mansinho iria chegar
Chegou...
A alma rejuvenesce a cada som
O corpo estremece com o esperar de cada toque
A razão gritou em alerta
O silêncio me ensurdeceu

E ele ali, calado, triste e solitário
Na quietude da sua imensidão
Conquistou o meu coração
Que bate desenfreado a cada gesto..
Que faz a alma enrubescer a cada contato
Que faz o prazer vibrar na emoção
Que me faz crer que meu coração
Hoje está completamente apaixonado

terça-feira, 2 de julho de 2013

Me apaixonando



Me apaixonando
( Débora Acácio 02/07/2013) 

você chegou assim
De mansinho, sem me avisar
Sem me alertar
Se apoderou da minha imaginação
Explodindo em meu peito a paixão.

Você chegou assim
Sem aviso-prévio
Deixando minha alma  flutuar
E o sol do meu coração com o teu
Enluarar
E enluarando fui vendo
Percebendo, aos poucos notando
Que por você estou
Me apaixonando

Me apaixonando 
E de você estou sentindo
Toda extensão desse
Cuidado, dessa querência
Essa vontade em alongar a nossa
Vivência

Me apaixonando
Vou embalando meus sonhos 
Nas ondas sonoras que nossa sintonia vai 
Compondo a cada novo dia
Me apaixonando
Vou me re-inventando
Novas sensações experimentando
Na saudade ansiosa pela formação de um nós
Vou me reiterando, me re-compondo

Me apaixonando
Aos poucos o amor vai em mim se aninhando
E nos pequenos gestos, em muitas reações
Vou constatando que
Estou te amando

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sem sair do meu lugar




Sem Sair do meu lugar
(Débora Acácio 19/04/2013)

Fico aqui lendo,
Na escrita de outras mãos
Eu sinto o beijo que não aconteceu
Molhar meus lábios
Sinto as mãos que nunca me tocaram
Afagar meus cabelos
Sinto o coração que nunca existiu
Descompassar o meu

Vejo a flor de alguma cor
Que nunca vi desabrochar diante de mim
Vejo a mulher que nunca fui
Em mim nascer
Vejo o homem que desejo e um dia espero
Falecer dentro da esperança

Sem sair do meu lugar
Sinto de um tudo que minhas
Mãos nunca tocaram
Ouço canções que os acordes
Ainda nem se casaram com
As composições

Sem sair do meu lugar
Chego quase sem querer
A qualquer outro lugar