segunda-feira, 30 de abril de 2012


Nosso silêncio
( Débora Acácio 29/11/2011)


seu silêncio sempre...
as vezes edificante
aquele bom de observar,
de contemplar,
de aos céus agradecer por você...

o silêncio do sono,
Onde vejo cada gesto mudo, cada bocejar,
cada passar de pernas ao amassar o lençol
e deixar em cada ruga de linha macia...
um pouco da sua anatomia.

Outras vezes mórbido,
frio mortal      li te ral men te
Onde sinto no prenúncio da saudade o doce sabor do te recordar..
Onde estou a te ouvir em nossas músicas e as vezes em pensamentos a dançar.
Onde estou a te escrever em cada linha de minha poesia..
No meu silêncio...

Compondo o nosso silêncio


domingo, 29 de abril de 2012



Estou aqui...

Débora Acácio
 

Sim...
Estou aqui...
Como uma lacuna
É o tempo desde que você de mim partiu...
Hoje rogo aos céus para nos fenomenos da natureza
me transformar e assim de alguma forma
Junto a você sei que poderia estar...
Como o vento que corre célere pelo espaço
Como a água que te banha e te banhando
te tocaria... te arrepiaria...
Mil tavessuras embaixo no teu chuveiro
Aprontaria.
A minha ousadia para estar perto de você
é tamanha que até em seus sonhos me transformaria
para estar em seus pensamentos, suas fantasias...
E como brisa calma e suave
Em seu rosto.. seus cabelos passaria
E ai seria o próprio tempo e congelaria...
Parava... e do teu lado não mais me afastaria
 
Ahhh...
Sim..
Estou aqui..
Querendo ser seus dias...
seus meses, seus anos..e assim
de alguma forma da tua rotina,
Da tua vida...
Do teu dia a dia participaria
 
Sim...
Estou aqui..
Esperando..
Hoje.. amanhã..
E depois.. e depois..
Mesmo que nem notes a minha existência...
A minha resistência..persistência..
Porque descobri que te amo
do verbo TE AMAR !
 

sexta-feira, 27 de abril de 2012



Palavras
( Débora Acácio 17/10/2011)


Não diga
Nem que sim
E muito menos não
Apenas ouça o que vai em meu coração
Escute a brevidade do meu silêncio

Silêncio esse que muitas vezes se perde
Seja na ansia louca da saudade
Seja na doce certeza de nossa verdade
Onde minhas palavras de amor, de carinho
Te buscam, te encontram aqui
Nas linhas de minhas poesias

Escute a eternidade do meu poetar
Onde em cada soneto existe
Um amor, Uma paixão, uma lágrima, uma emoção
As vezes oculta, sub-entendida outras explicita
E em cada linha a minha vida e
A sua doce desdita nos caminhos do amor

Escute a sonoridade, os sons do universo
Onde eu, se pudesse em cada nota musical
Me transformaria
veja, contemple, perceba as belezas
Onde eu, se pudesse em cada cor
Me cobriria.
E a sua vida de mais poesia,
cor e canção encheria

Agora
Leia com carinho
E atenção
E não diga sim
Muito menos por compaixão
Agradeço a Deus pelo cantinho
que ocupo em seu coração


quarta-feira, 25 de abril de 2012



Ainda quero
(Débora Acácio 11/02/2011)

Ainda quero
Tudo de bom que
por algum motivo
o relógio da vida me furtou
Ainda quero
Viver e ver em você
todo o romantismo
Que por algum motivo
Você se proibiu, não se permitiu
Ainda quero
Ter o poder de me teletransportar
De poder voar
Na minha estrela sentar
E lá de cima aqui para baixo olhar
E Mergulhar...
Na amplidão
...
Emergir
Muito mais do que querer
Ainda quero
Poder
...
Ainda quero!

terça-feira, 24 de abril de 2012



NÃO SOU! SIM, EU SOU
(DÉBORA ACÁCIO 07/02/2011)

Não Sou..
Só uma mulher feita de carne e para carne
Só um belo par de coxas...
Só uma formosa e sensual montanha
de curvas a insinuar...
a incendiar as laberedas
de um tolo erotismo
e no outro dia no alvorecer
ver tudo desaparcer

Sou...
Sim sou...
Humana..
Mulher...
Feita de carne, mas que pensa,
que fala e que muitas
e muitas vezes mais se cala.
Escreve o que sente,
o que sonha,
o que deseja...
o que espera..
Que se apaixona..
Que no amor .. espera...
No medo se desespera
mas cria coragem
De dizer que somente
para desejos não é mulher

Que possuo lábios
Não só para beijos
Mas para conversas, frases,
diálogos inteiros.
Minhas experiências me ensinaram
que podem de mim tudo levar
Menos a chance de a cada novo
dia tentar ser mais feliz.
Me reiteirando a cada dia
Me silenciando a cada dia
Me compreendendo a cada dia
Metade de mim é assim
A outra metade está em constante e
eterna....
Construção.
 


segunda-feira, 23 de abril de 2012


Amar é
( Débora Acácio 17/02/2010)
 

é quando você sente que o beijo é maior que as duas bocas....
que o abraço é maior que os dois braços.....
que o corpo é maior que o entrelace de dois corpos nus
que passa a exergar o belo  no improviso para correr todo e qualquer risco
vê a beleza na retina do universo no reflexo do outro olhar e
na luz que reflete o seu proprio olhar...

É quando você entende que a entrega
é muito mais que se entregar
é ao outro no possuir
deixar ele se, e te descobrir
E na cumplicidade da afetividade
No entrelaçar da emoção
No calor da comoção
Dar vazão a verdade do tesão
do querer...
e fazer amor pra valer..
com a pessoa que você
escolheu para eternizer aquele momento
único, raro e talvez esperado por uma vida
toda dentro de você!!!
 
É quando você quer respirar
e todo ar que existe no mundo
ainda é pouco....
É quando você quer gritar para
o mundo que ama!!
E ao mesmo tempo sente que é
o próprio mundo e que
você e o outro sabendo, já
basta e isso é tudo..
 
É quando um dia sem ver...
Sem tocar...sem ouvir...
Tem tamanho, sabor..
E sensação do eterno!
 
É quando a distância..
Se encurta a cada dia
a cada hora com o escrever
de uma poesia...
Com o lembrar ao ouvir,
Aquela música!
É querer ser a própria
música para o outro escutar
sem cansar.
É pedir permissão para o outro
amar em cada olhar...
em cada gesto..
em cada toque..
em cada riso ...
ainda que uma eternidade
esteja entre os dois subentendida
nos empeçilhos, nos caminhos
pela vida a serem separadamente seguidos
 
É quando um eu deixa de existir
aos poucos e gradativamente...
Na elegância sempre constante do
verdadeiro ato de amar
Passa a ser chamado de nós
Ainda que a solidão seja de um só
 

*** É como diz as palavras de Herbert Viana
que tatuaram a minha memória
 
Saber amar é saber deixar alguém te amar!!!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

As marcas do tempo



As marcas do tempo
( Débora Acácio 16/02/2011)


Não, não tem como mudar
as marcas pelo tempo que
fora deixadas por alguém
ou em algum lugar


É como cicatriz
Não tem tino
oração ou hino que se faça
marca assim mudar.


As marcas do tempo vem de longe
não temos noção de sua origem
E muito menos que deu seu nome
quem manda e desmanda é sempre
o destino.


Mas o sabor
Doce do mel ou
o amargo do
vinho apodrecido no barril
são os nossos pés que as
coordenadas aqui vão marcar!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não preciso de palavras



Não preciso de palvras
( Débora Acácio 13/04/2012)

Não!
Não preciso de muitas palavras
Para falar, para gritar
Para me fazer ver..
Para explicar o que quero viver

Não!
Não preciso de muitas palavras
Ao dizer: "Amo você"
Pois posso te amar docemente,
verdadeiramente
E você nunca notar
Por mais que minhas linhas te cheguem
Assiduamente, ardentemente

Posso sim
Dizer que te quero
Sem palavras e tão somente
Num gesto.
Num sorriso
Num abraço amigo
Te deixar explicito
O quanto mexes comigo

Posso sim
Dizer sim, dizer não
Com o toque das mãos
Regando seu coração
Com toda minha emoção

Mas algumas vezes
Palavras tenho que pronunciar
Porque meu sentimento,
Meu tormento
A dor ou alegria do momento
Não querem calar
Mas ainda assim,
Faz-se imprescindível a mim
Meu coração escutar

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beije-me





Beije-me
( Débora Acácio 13/04/2012)

Diz-se hoje ser o dia do beijo..
Mas se estamos algumas horas,
Nos dias, nos meses e anos a beijar
Não me resta outro remédio
A não ser te implorar
Beije-me

Agora..
Depressa
E quando me beijar
Faz-me um favor?
Se demora
Num beijo lento
Molhando com aquele gosto
De beijo inacabado

Beije-me
E vamos errar por várias
e demoradas vezes
Até o jeito, o tempo
E o beijo acertar

Esse beijo.
Moleque, faceiro
Humm e ousado
Que só de olhar
Dá essa vontade
De beijar

Beije-me
E faz-me de sua flor
Sentindo o meu aroma
E sinta o frescor
Ascender suas mais
escondidas fantasias

Mas não se demore
O poema está afindar
A lua a nos convidar
vem... vem
Me beijar!

Divulgando


Atendendo alguns pedidos de divulgação resolvi criar um outro blog só e somente só para divulgar e espalhar quem faz sua arte usando nosso mundo blogsferático  ( nossa acabei de inventar rsrsrs )
Então clica aqui ... e vai lá...
COncorde, discorde, apoie... mas comentaaaaaaaa
E faça uma blogueira feliz :) 

Bjs e até a próxima
Debby :)
 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Onde está o amor?



Onde está o amor?
( Débora Acácio 09/04/2012)

Onde está o amor?
Está onde a certeza de ter, evadiu
E a saudade surgiu
Pois a dor de não perder, a alma implodiu
E a lágrima pelo rosto caiu

O amor está onde a esperança, a fé vem resgatar
Onde a alegria no sorriso, faz uma estrela brilhar
Ainda que o sol esteja a pino
Onde o coração reina sobre o instinto

Onde a criança corre, brinca
Antes, durante e depois da infância
Onde a paz aquieta a alma
Onde o ciume não quer mais tanta audiência

Onde está o amor ?
No perdão, na fé, na oração
Em tudo que é simples e nasce do coração
Onde não existe maldade, maledicência ou
Qualquer outra bobagem

Onde menos se espera
Quando o coração esquece a ânsia, e desacelera
Onde a paixão, a razão não dilacera
Onde não existe desespero, destempero
Onde existe comunhão, diálogo
E muito, mas muito tesão

terça-feira, 10 de abril de 2012

Poesia



POESIA
( Débora Acácio 14/03/2012)
 
Hoje me vesti com pétalas de rosa...
Tomei um banho de alfazema
Com cabelos em desalinhos
Pés descalços
me dispo em versos e prosas

Em forma de poesia
Vim te desejar mais quem um bom dia
Vim iluminar o seu dia
Vim não querer nada em troca
Mas exalar todo meu amor
Em forma de rimas e linhas

Como uma poesia
Busco em mim o mais sincero
E puro sentimento
Guardando cada palavra que tenho
Em riscos e rabiscos
Rascunhando minha alma
em sonetos

Me desnudo assim
De letras, de frases soltas
de palavras que traduzem
Tudo que sinto por ti
Explicito ou não
o que vai em meu coração

E se não fosse a poesia
EU não consegueria
Demonstrar o pouco
Do muito que há de ti
Dentro de mim.

domingo, 8 de abril de 2012

Eu me perdi

 Eu me perdi
( Débora Acácio 09/04/2012)

Eu me perdi naquele instante
Em que você se encontrou
Achou a sua verdade
em algum lugar longe de mim

Eu me perdi, naquele instante
em que a saudade me achou
E você de mim desertificou
Em outro coração se encontrou

Eu me perdi, naquele instante
Em que minhas lágrimas caiam
Junto com minhas rimas vãs
Filhas de versos e estrofes orfãs.

Eu me perdi em algum canto de mim
Vagando em minhas manhãs em busca
De meu sol, meu norte, minha direção
Daquela estrela de nossa constelação

Eu me perdi, naquele instante
Em que nossas mãos não se tocaram
Que nossos corpos não se sentiram
Mas nossos olhos diante do fim se cruzaram

Eu me perdi...nesse instante
Em que me busco novamente
Me preparando para escrever uma nova
E melhor história, mais presente
De mim não tão ausente

terça-feira, 3 de abril de 2012

Outra vez...

 Estas borboletas encontram-se ameaçadas de extinção 
saiba mais clicando na imagem :)

Outra vez a poesia se fez em mim...
Outra vez o amor foi se chegando sem pedir licença...
Outra vez as borboletas de muitas cores 
as flores de muitos aromas invadiram os jardins de meus pensamentos
Outra vez...
Débora Acácio

Mais uma vez
( Débora Acácio 28/03/2012)

Mais uma vez o amor em mim
Se faz esperar
Sem a agonia de antes.
Mais uma vez eu aprendo
Que o essencial de amar
Está mais em saber amar, que ser amado

Mais uma vez o sorriso
Aponta em meu horizonte
Mas, os olhos que me fitam
Não estão mais tão distantes
São os meus no meu reflexo
Diante do espelho da minha vida

Mais uma vez
Aprendo a esperar sempre de mim
O que antes esperava ou desejava de ti
Mandarei sim
Noticias de lá do meu lugar
Pois mais uma vez
Aprendo como li um poeta dissertar
O essencial é invisível aos olhos