Minha música

sexta-feira, 18 de maio de 2012

De tempos em tempos


De tempos em tempos
( Débora Acácio 17/05/2012)


De tempos em tempos
Eu me vejo assim
Me descamando..
Horas sorrindo
Outras chorando
Mas descobrindo

Encontrando coragem
Para entrar nos becos e vielas
Antes protegidos pela escuridão do medo
É quando avanço
Tropeçando, tateando
Caindo e levantando

É quando vou acendendo algumas luzes
Tirando o pó dos meus baús
Jogando fora o que já não me serve
Me despendido sem pesar, sem chorar
Mudando meu móveis intimos de lugar

De tempos em tempos
Eu me vejo assim
Em silêncio, observando
A tudo contemplando
Deixando meus moinhos de vento
Se agitarem o quanto quiserem
É o tempo da minha tempestade

Meu mar intimo mais que revolto
Arrebenta suas ondas em desalinho
No quebra-mar da minha sensatez
É a certeza querendo tudo acalmar
Minha paz chegando quieta para ficar

É um momento de preparação intima
De espera de tudo que a mim vem de forma inesperada
É o momento de apenas conter
De abrandar esse turbilhão de emoções velhas
Que me afogam em novas sensações

De tempos em tempos
Eu me vejo assim
Em algum canto de mim
Absorta
Me buscando...
Me catando...
Me arrumando
Me entendendo
E por fim me aceitando



quarta-feira, 16 de maio de 2012



Noites de saudade
(Débora Acácio 04/10/2011)
 
Enluarando dentro de mim
o cheiro do perfume de jasmim…
daquele ser que debruçava sobre mim
em noites onde as estrelas explodiam também aqui…
 
Noites de saudade ecoam dentro de mim
o cheiro do cio das noites de amor…
daquele ser avassalador
 daquele gozo igualmente devastador...
 
Noites de saudade ecoam dentro de mim
o cheiro da esperança do te reencontrar…
da casa novamente arrumar...
 
Noites de saudade ecoam dentro de mim
o cheiro do te beijar a me rondar…
onde só ele tem o pode de minha'alma tilintar... 

 
Publicado no recando das letras sob o código T3257206

Volta!
( Débora Acácio 31/08/2005 )
 
 
Volta!
Não permita que um grande amor finde assim... como brisa em tempo quente.
Como chuva em solo árido...
 
Volta!
Não irei deixar você partir assim, 
sem ao menos se despedir de mim.
Volta!
Volta para os abraços desta que aprendeu a ser e permanecer mulher em teus afagos, carinhos e corpo....
 
 
Uma história iniciada por dois corações 
não pode como nada terminar...
Deixa-me te amar, e em teus braços mais uma vez aninhar-me e assim viver cada segundo como se fosse único.
 
És a luz dos meus olhos em noites escuras e frias.
És o calor que aquece meu corpo quando esquecido no tempo e na saudade...
És a mão que percorre as minhas linhas... numa perfeita, única e ousada maestria...
És a nota musical que compõe toda a minha sinfonia....
 
Volta!

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Escrevo
( Débora Acácio 11/05/2012)

Escrevo
Meus sentimentos para extravasar
Todo sentimento que grita em meu silêncio
Toda palavra que ecoa em meus cômodos vazios

Escrevo
Minhas emoções para deixar marcas
Em algum lugar das minhas sensações..
Procurando encontrar em um soneto de mim
Explicação plausível para meus momentos de loucuras
Buscando em minhas rimas
Ilusões para aquecer minhas paixões

Escrevo
Alguns momentos para me perder
Outros procuro me conter
Alguns outros momentos
Em poucas palavras procuro me achar
Me abraçar, me tocar.... me estancar.

Escrevo
As vezes com sentindo
Outras sem sentindo algum
É quando vou traduzindo
Gradativamente algo que as vezes não entendo,
Não comprendo mas disserto cada detalhe
Cada minúncia tudo que estou sentindo.

Escrevo
E vou me decompondo em cada frase
Em cada rima, em cada palavra
Buscando na magia da poesia
Uma nova composição
para minha alma e interna anatomia

terça-feira, 8 de maio de 2012

Uma Lágrima


UMA LÁGRIMA
( Débora Acácio 26/06/2009)
 
Uma lágrima tem que nascer
no emoção.. .
passear pelo coração,
engasgar na alma e
verter pelos olhos.
 
Uma lágrima
quando verdadeira..
Grita no mais alto silêncio intimo
revela a dor que se esconde
Despe o sentimento que
o incosciente por vezes
tentar encobrir
revelando o que tentamos
esconder, fugir, não viver!
 
Uma lágrima
nasce com a união
entre um desejo e um não.
 um querer e um não ter.
um poder e um não querer.
um coração e uma incompreensão..
uma saudade e uma solidão..
 
Uma lágrima
também nasce na alegria,
na saúde, no nascimento,
no surgimento de um belo
e muitas vezes único momento.

sexta-feira, 4 de maio de 2012



Ruas de mim
( Débora Acácio 03/02/2012)
 

Algumas vezes me perco em minhas ruas
Algumas completamente sem saída.
Onde choro e sinto alivio no retorno
No caminho de volta
 
Caminhada que sangra minha alma em alguns dias
Mas em outros após longos passos de reflexão
Me vejo orando, chorando e depois sorrindo
DEPOIS.
Depois que temos o valor real do hoje
Mas vive-los em essencia ainda não decidimos
E depois nos cobramos.
 
Cobramos por atos feitos ou não.
palavras ditas ou não.
Planos realizados ou não.
Em minhas vielas percebo o quanto
O caminho para a vida é longo..
É suado alguns passos doridos
Outros alegres, coloridos
 
Me perco em alguns labirintos por mim
Mesma desenhados, queridos , vividos..
Me reencontro nas saidas
Com a sensação de jornadas cumpridas
É quando a cada dia percebo o quanto
Cada aqui e casa agora  são essenciais
Para a felicidade plena indenpendendo
Da vivência de cada um
É no meu aqui e no meu agora
que busco, que quero, que almejo, que sonho
É quando me realizo

terça-feira, 1 de maio de 2012



Ainda não estou preparada
para perder-te
( Débora Acácio 01/02/2011)

Ainda não estou preparada para te perder
Ou, até mesmo para te esquecer
O egoismo tão humano que dilacera e
se apodera de meu coração não me
ensinou como as rosas que exalam
seus perfumes e deixam marcas eternas
E como dói em verdade a certeza
de que tudo tem começo e fim
nesta vida a começar por ela mesma

Tento a cada dia e a ti confesso
que me perco em meu altar intimo
de orações, pedindo forças...
porque sei que dia vai chegar
em que a distância a de me matar
um pouco e cada vez mais e mais.
Mais ainda assim não estarei preparada
E cada dia dentro de mim te reinventarei
porque preparada para te perder ou
esquecer eu não esterei...
Esqueço no meu lembrar todos os dias
de te esquecer!

Não perguntei ao dia como se despede do entardecer
e também a lua esqueci de perguntar
E fico a imaginar..
a questionar a dor e a saudade do alvorecer
Não me pergunte...
Nada questione...
Apenas entenda
que eu não estou preparada para
te perder. Não agora
Não neste momento!!! 
 
Poesia inspirada na poesia de Pablo Neruda 
 
Ainda não estou preparado
para perder-te
*Pablo Neruda*


Ainda não estou preparado
para perder-te
Não estou preparado
 para que me deixes só.
Ainda não estou
preparado para crescer
e aceitar que é natural
para reconhecer que tudo
tem um principio
e tem um final.
Ainda não estou preparado
 para não ter-te
e somente recordar-te.
Ainda não estou preparado
para não poder ouvir-te
ou não poder falar-te,
não estou preparado
 para que não me abraces
e para não
poder abraçar-te.
Ainda te necessito
e ainda não estou
preparado para
 caminhar
pelo mundo
 perguntando-me...
porque?
Não estou preparado
hoje nem nunca estarei.
Te necessito.