Minha música

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Não precisa acreditar


Não precisa acreditar
( Débora Acácio 05/03/2012)
 

Não!
Não precisa acreditar
Em nada que eu fale
Em nada do que minhas poesias te escrevem
Em nada do que meu silêncio grite
Ou que meus gritos calem.
 
Não!
Não precisa acreditar
A te nada preciso provar.
Bastando a mim, em meu coração acreditar
Em meus sonhos insistir em não acordar
Em meus olhos quando enxergam tua retina
Nas estrelas que se perdem no céu infinito
 

Não!
Não precisa acreditar
Bastando a mim sentir
Todo esse misto de mágia e mistério
Que me toca, preenche o vazio
E me aquece no frio
Quando te tenho por inteiro
Por completo em meus pensamentos
 

Não!
Não precisa acreditar
As gotas de chuva estão ai para provar
Que não adianta o homem em nada insistir
Se Deus não quiser que seja assim
Você é meu ultimo
E será sempre meu primeiro e único amor.
 
Não!
Não precisa acreditar!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Doce sonho


Doce sonho
( Débora Acácio 13/10/2008)
 
 
Dizem que todo aquele que escreve
o sentimento em sua essência, com encanto e magia.
É sempre triste, oco e  vazio.
Mas o que seria do silêncio,
sem a ausência do som ?
O que seria do amor,
sem o vazio, sem um nada
para uma grande paixão preencher ?
 
Paixão!
O que seria da paixão,
sem a loucura a devassidão sutil do tesão?
São os sonhos que nos acordam,
que clamam aos quatro ventos
por uma poesia,
um soneto, uma só linha.
É no sonho que nos encontramos
Com ou sem sentido.
 
Sentido!
O que seria do sentido,
sem a emoção, a liberdade, sem um arrepio
gostoso de dois corpos em chama
que se chamam ??
 
Liberdade!
O que seria da liberdade,
sem a vontade, o desejo, a beleza... a pureza,
e sem a doce gentileza da timidez?
Timidez!
Como escrever qualquer sentimento,
sem paixão, sem tesão, sem sentido,
sem a liberdade, sem a nudez da timidez?
 
Sonhos!
O que seria do poeta, sem um doce sonho?
Um deserto de palavras sem sentido, sem nexo.
A poesia sem encanto
e despida de toda sua magia
Deixaria de ser poesia!

Dançando na chuva


Dançando na chuva
( Débora Acácio 16/06/2012)

Olhando os pingos da chuva
Bailando, brincado, se misturando
Fiquei comigo imaginando
De repente me peguei contigo dançando

Dançando
Não senti meus pés o chão tocar
Contigo, nas nuvens só poderia estar
No embalo de doce melodia
Me permiti contigo sonhar

Sonhando
Teu abraço era todo meu espaço
Teu beijo o meu regaço
Teu olhar o meu descanço

Descançando
Deixei meu carinho em teu peito aninhar
Minha pele na tua tocar e o desejo me tomar
Deixei minha vontade até a sua se chegar
E a chuva... me molhar !

 


sábado, 16 de junho de 2012

Prometo Sim!






Prometo sim
( Débora Acácio 15/06/2012)


Prometo sim
Amar-te até que me digas não
Entregar-me com toda paixão
E te querer sim
Com todo meu tesão.

Prometo sim
Mais que o meu amor
O meu olhar ao te admirar
A minha fé em te acreditar
A minha alegria se a tristeza te visitar


Prometo sim
Uma amiga..
Uma namorada
Um menina e também a mulher!
Que para ouvir o teu sorrir
Uma peraltisse irei assumir

Prometo sim
Hoje, amanhã e depois
Te aninhar em meu coração
Porque quando eu sinto
Acredite!
É a minha verdade
E para o meu amor eu não minto.







terça-feira, 12 de junho de 2012

Eu te proponho



Eu te proponho
( Débora Acácio 26/11/2010)

Eu te proponho
Que não se sintas na obrigação
de me dizer...ou fazer nada
que não venha do seu coração.
E meu silêncio se casa com seu desejo.

Eu te proponho
No impeto da emoção
que continue sem dizer nada..
a minha intenção, o meu amor
chega e ti em forma
de palavra. 

Eu te proponho
Que me tomes como carinho...
ternura e vamos juntos
ouvir nossos barulhinhos

Eu te proponho
que fiquemos calados,
de corpos colados
de olhos grudados
Dançando, leves
soltos no espaço
Tendo somente o tempo
e céu azul participando
deste momento.

Eu te proponho
deixar a natureza nos levar
e a melodia dos nossos destinos
nos conduzir...
Como um rio busca e encontra sempre o mar
Como o negativo e o positivo
de polos que se atraem
Sei que você vem..
Para me amar!


domingo, 10 de junho de 2012

Eu te amo não diz tudo

 
 
Quando tudo já está no automático em nossas vidas...
Quando a correria já tomou conta... quando qualquer coisa se torna mas importante e prazerosa do que estar nos braços do nosso "amado".
Quando sair mais tarde do trabalho já é default!!!
Quando aquele selinho perdeu o encanto do começo..
Quando o toque perdeu o tato e virou o alivio mais que imediato e voltamos a era dos primatas...
E não mais fazemos amor... fazemos sexo por pura compulsão e satisfação da carne
Mas continuamos,,,, insistimos em dizer... em pronunciar  "eu te amo!"
Para convencer talvez a nós mesmos de que realmente existe algo mais de sentimento, mais que o amor....esse já pegou o banquinho e saiu de mansinho que agente nem notou..

Ou melhor percebemos sim... mas deixamos ele ir!
Deixamos ele ir quando gritamos com o outro ao invés simplesmente de deixar ele desabafar.. a revolta dele também!!!
Deixamos ele ir quando não deixamos ele o amor nos amar...
Quando deixamos ele escapar entre nossos dedos..
É amor é pitoresco... é criativo...e quando tentamos controlar ele como tentamos em vão controlar o outro... Ele se manda!!! Literalmente!

Eu te amo não diz tudo !
Quando o seu cinema fica totalmente mudo!
Quando você se percebe como personagem de um monologo vão e totalmente vazio...
São dois mas na verdade é um só e cada um para seu lado... e no final do dia e da noite cada um diz eu te amo ! e está tudo bem !!
Não... sinceramente não está nada bem não.
É muito mais sincero... honesto fazer por meio de gestos...
de atitudes "eu te amo" e dizer tudo...

Débora Acácio em 14/02/2011
Inspirado no texto "eu te amo não diz tudo" de Arnaldo Jabor

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mal Acostumada





Mal Acostumada
(Débora Acácio 05/06/2012)


É como estou ficando
É como estás me deixando
É como de nós estou gostando

E quando somes
Um pequeno desespero me consome
E quando sua voz se cala
O meu ouvido ansiosamente te cata

Gostaria sim
Que o mundo parasse
Que o tempo congelasse
E tudo isso pela eternidade
Perpertuasse